10 de dezembro de 2009

500 days of Summer



This is a story of boy meets girl. The boy, Tom Hansen of Margate, New Jersey, grew up believing that he'd never truly be happy until the day he met the one. This belief stemmed from early exposure to sad British pop music and a total mis-reading of the movie 'The Graduate'.
The girl, Summer Finn of Shinnecock, Michigan, did not share this belief. Since the disintegration of her parent's marriage she'd only love two things. The first was her long dark hair. The second was how easily she could cut it off and not feel a thing. Tom meets Summer on January 8th. He knows almost immediately she is who he has been searching for. This is a story of boy meets girl, but you should know upfront, this is not a love story.
(500 days of Summer, de Marc Webb)

É assim, que o narrador começa a história, que, ao dar-nos uma nova perspectiva sobre uma história de amor, foge completamente ao estereotipo da 'comédia romântica' tão banalizada pelos estúdios americanos.

O enredo desenrola-se à volta da relação tanto divertida como conflituosa de Tom, um eterno apaixonado em busca da sua alma gémea, e Summer, uma rapariga céptica que não acredita no amor.

É engraçado como o filme mantém um paralelismo constante com outros clássicos do cinema, como Annie Hall de Woody Allen, visível na inquietude e insegurança que assola Tom e nas dúvidas e anseios de Summer, e The Graduate de Mike Nichols. Não consegue desviar-se de alguns clichés, mas contorna-os o melhor que pode de uma maneira criativa e inteligente.

Aconselho vivamente a quem queira olhar para um romance contemporâneo de uma maneira honesta e irreverente.

E agora pergunto eu: não é isso, no fundo, que todos queremos? Ser confrontados com a crua nudez do romance? A subvalorização dos floreados que os contos de fadas nos incutem?A honestidade? O medo da desilusão é uma constante realidade que assombra mesmo os mais confiantes. Todos nós temos um pouco da insegurança de Tom, e um pouco do cepticismo de Summer no que diz toca às relações pessoais. Ninguém diz o que realmente sente e, por isso mesmo, o muro que divide a realidade das expectativas criadas se torna cada vez mais inquebrável. É preciso um bocadinho desta honestidade, para começarmos a olhar-nos de outra perspectiva: uma muito mais pessoal e menos dramática.


just because she's likes the same bizzaro crap you do doesn't mean she's your soul mate.

3 comentários:

Ana Catarina Gonçalves disse...

Tenho esse filme no computador há tantos dias mas ainda nao consegui arranjar tempo para o ver! Estou ansiosa... Adorei um clip que vi deles os dois a dançar!

http://www.usatoday.com/life/movies/news/2009-08-04-zooey-joe-music-video_N.htm

Adoro-a! =)

mishkaa disse...

muito bom. não é um filme daqueles de cortar a respiração mas também cativa, quanto mais não seja por fugir "à regra" dos finais-felizes-para-sempre (:


beijinho, Sílvia

Anônimo disse...

assusta me por vezes a inexistencia do chamado "final feliz" por acreditar que muitas pessoas necessitam dele para acreditarem que nas suas vidas tambem sera assim, que à sucessao de contratempos vira a bonanca e a felicidade!

Mas por mais que "Summer" nao seja o amor que ele esperava, quem sabe "Autumn" nao ira mudar as coisas :P