28 de novembro de 2009

procrastinar.*


um dos primeiros recursos próprios de um escritor profissional que Isabella aprendera comigo era a arte e a prática de procrastinar. todos os veteranos do ofício sabem que qualquer ocupação, desde afiar o lápis até catalogar insectos, tem prioridade sobre o acto de se sentar a mesa a espremer o cérebro.
(o jogo do anjo, carlos ruiz zafón)

não sou escritora profissional. mesmo assim, ao ler esta passagem do romance de zafón, não pude deixar de me sentir solidária com esta sua posição.

a culpa é da caneta. perdoem-na, vagueia perdida no centro de um labirinto indolente. é uma cobarde, essa minha caneta: não sabe falar de si própria, e custa-lhe falar das histórias alheias que lhe vestem a tinta. e não luta contra isso.


* o acto de deixar para o amanhã. e para o depois..e depois.

3 comentários:

Vera Dinis Cruz disse...

Como te compreendo!

(Tens que me emprestar esse livro ^^)
Beijinho e força nisso!*

ana camões disse...

é um mal comum, suponho. empresto pois, assim que o acabar de ler. sabes como gosto de por os meus livros aí a rodar :P

beijinho*

Maria Isabel disse...

Don't postpone, my dear. Nail at it!